Por Dani Souto - 30/03/2010
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Paixão nacional do brasileiro, o esporte tem tudo para ganhar também a preferência das mulheres que querem melhorar a performance cardiovascular e entrar em forma. Acostumadas a buscar atividades aeróbicas, elas podem se beneficiar mais dos dribles, arranques e chutes para ganhar fôlego, trabalhar a musculatura e fortalecer o sistema cardiovascular, ao mesmo tempo que se divertem pra valer. É o que acaba de comprovar um estudo realizado pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 100 voluntárias em idade fértil. O trabalho avaliou os be ne fícios obtidos com o futebol em comparação com a corrida.

Por: Lu Castro
A Libertadores da América de Futebol Feminino acabou e agora? O que fica de fut feminino após a manifestação e a cobertura que deram para o inédito título santista na Vila? O público compareceu para ver as meninas sob o comando de Kleiton Lima, o futebol mágico de Marta, os gols de Cristiane, Maurine cobrindo o campo inteiro, Érika e sua tranquilidade, Thaís, sua meninice e fome de bola, Aline Pelegrino e seu comando no campo.
Nesta quinta, 22 de outubro, começam os jogos da segunda fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino com times do Acre, Roraima, Piauí, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Muitos times que trabalham no limite de suas capacidades financeiras, mas cujas jogadoras apostam, a partir de agora, todas as suas fichas e capacidade física e técnica para conquistar o título que garantirá vaga para a Libertadores da América de 2010.
A exemplo do sucesso que foi esta primeira edição da competição sulamericana, todas esperam que os clubes se animem e invistam legal para ter um mínimo de visibilidade ano que vem. A melhor chance de se provar que realmente existe interesse em fomentar o fut feminino é agora com a Copa do Brasil.
Será que vai?
Com a presença de Marta até o final do ano, é certo que as atenções serão transferidas para a Copa do Brasil e eis a chance que muitas meninas esperam, mesmo com nível técnico inferior: Aparecer! E não só aparecer, mas no mínimo mostrar seus esforços diante de tantas dificuldades. As próprias federações tratam o futebol feminino com pouco respeito, ou quase nenhum, para ser “razoável”. O time cearense do Caucaia quase se vê obrigado a deixar a competição por conta de uma denúncia pela escalação de duas atletas de forma irregular. Segundo apuração da Promotoria do STJD, os nomes das duas atletas não constavam do BID. A defesa apresentou seu argumento: culpa da Federação Cearense, que não enviou o registro das atletas à CBF, e ganhou. Não por provar que a Federação não enviou o registro das atletas no prazo, mas por ter sido o clube notificado de irregularidade fora de prazo previsto no regulamento da Copa do Brasil. Assim sendo, permanecerá na competição, encarando o vice-campeão de 2008, o Sport Club do Recife no Estádio Raimundo Oliveira, em Caucaia.
Sir, Yes Sir!
Mas nem tudo está perdido para as meninas. As Forças Armadas estão recrutando atletas civis para participar dos Jogos Mundiais Militares, que o Rio de Janeiro sediará em 2011. E não é só isso! A intenção é formar atletas para as Olimpíadas de 2016, o que é no mínimo louvável, afinal, segundo Maycon, medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas em 2004 e Pequim em 2008 com a Seleção Brasileira de Futebol Feminino, a estrutura dos treinamentos bate muitos clubes. Além disso, sagrou-se campeã do último Mundial Militar, realizado na base Keesler Air Force, no Mississipi/EUA. E não é só isso! A atleta ainda conta com ajuda de custo que varia de R$1.200 a R$2.000, assistência médica, odontológica, vale transporte, vale refeição e para quem estiver interessada, alojamentos nos quartéis. Claro que não é só se alistar e entrar. Há uma série de testes a serem feitos, entre eles, psicológico e físico. Mesmo assim, belíssima iniciativa!
Lu Castro é colunista do site http://fanaticosporfutebol.virgula.uol.com.br
Bruno Ceccon
Direto de São Paulo

Natal de 2004. Na carroceria de um caminhão, uma garota de 18 anos discursa para seu povo antes do tradicional bingo na praça central. Ignorada no Brasil, Marta Vieira da Silva acaba de retornar a Dois Riachos após conhecer o estrelato no futebol sueco. Nascido em Buenos Aires, o jornalista Diego Graciano é um dos que escutam atentamente as palavras da moça. Com a camisa empapada de suor pelo sufocante calor do sertão alagoano, ele vê a jogadora chorar e fica surpreso quando é convidado pela anfitriã para subir ao "palco" e falar sobre seu projeto de escrever a biografia da jovem que está com os olhos cheios d´água. Em portunhol e sob olhares impressionados, o escritor promete publicar o livro.

Diego Graciano passou a morar no Brasil quando sua mulher foi transferida por motivos profissionais, em meados de 2003. Apaixonado pelo esporte, sentiu-se atraído pela história de Marta e constatou que o futebol feminino não tinha espaço nem mesmo no país pentacampeão. O jornalista começou a pesquisa meses antes dos Jogos de Atenas e, nos primeiros dias de dezembro de 2004, apresentou seu o projeto à atleta durante encontro intermediado por Maurício Santos, assistente de Renê Simões, então técnico da Seleção. "Eu não me inspirei na grande estrela, mas sim na canhota anônima", diz ele. Segundo o autor, ela gostou da idéia desde o princípio e concedeu abertura total, a ponto de ceder fotos e documentos de seu arquivo pessoal.
Por Diego Graciano
Em tempos de pouquíssima estrutura do futebol feminino na América Latina, a Conmebol e o Santos Futebol Clube organizam a primeira Copa Libertadores Feminina, na região exclusiva do futebol masculino.
Parece louvável o incentivo, porém na América Latina nunca se criou uma semente da atividade e agora pretendem plantar uma árvore! Poderá o oportunismo derrotar toda uma cultura historicamente oposta?
Uns poucos estão fazendo um ótimo negócio enquanto nós assistimos um futebol que mostra a dura realidade do futebol feminino na região.
Alguém se importa com o espetáculo?
Nos dois primeiros jogos disputados o time brasileiro fez quinze gols. Há placares semelhantes ao ultimo torneio sul americano em que a melhor do mundo participou. No Chile 2006, Brasil fez 37 gols em sete jogos! Naquela ocasião, havia escasso público e nenhum jornalista brasileiro credenciado. Só eu.
Enquanto Santos montou uma seleção brasileira (Brasil é terceiro do ranking mundial FIFA) as adversárias estão distantes anos luz em conquistas, talento e experiência internacional.
Os outros países representados nesta Copa (com exceção da Argentina e Venezuela, 27º e 72º colocados respectivamente) estão fora do ranking de mais de uma centena de países, determinada pela inatividade daqueles em competições nos últimos dezoito meses, como mínimo.
Entretanto, a melhor jogadora do mundo (que participa no Brasil de duas competições muito fracas conforme seu nível) irá receber, em apenas oitenta dias de estadia, as recompensas que nenhuma futebolista sul-americana conseguira juntar em toda sua carreira jogando no seu próprio país.
Esporte coletivo tem maior grau de fidelidade das praticantes e ajuda a fortalecer ossos e músculos
www.estadao.com.br - 02/10/2009
SÃO PAULO - Futebol feminino mantém as mulheres mais em forma que corrida, e tem uma menor taxa de abandono pelas praticantes, diz um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses.
O trabalho, realizado ao longo de dois anos, investigou os efeitos fisiológicos, sociológicos e psicológicos da prática esportiva em 100 mulheres adultas e ainda em idade fértil.
O trabalho mostrou que, diferentemente do que sugere o senso comum, o fato de a corrida ser uma atividade mais flexível quanto a local e horário torna a fidelidade ao esporte mais difícil que ao futebol, que requer horários e locais específicos.
"O interessante é que as jogadoras de futebol têm uma motivação diferente das corredoras. As corredoras são motivadas pelo desejo de ficar em forma, enquanto que as jogadoras motivam-se pelo jogo e pela interação social", disse a pesquisadora Laila Ottesen.
Quanto aos benefícios para a saúde, o líder do estudo, Peter Krustrup, disse que o futebol associa treino cardiovascular e de força, enquanto que a corrida tende a focalizar apenas na parte cardíaca. Krustrup diz que o treinamento de força é importante para reforçar ossos e músculos para a idade avançada.
O trabalho foi publicado no Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports.
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